Tal mãe, tal filha

09 de maio de 2017 | Estilo Tá Beleza Vem Viver | por:
Amor de mãe e filha

Sempre que falo sobre ser mãe, fico tentando explicar com exatidão este sentimento mas não consigo. Quando meus filhos nasceram, nasceu algo novo dentro de mim e cada um deles teve um papel diferente e fundamental na construção do meu ser. Somos muitos dentro de nós e os filhos nos fazem ser pelo outro acima de todos os seres que carregamos conosco, dentro da gente. Mais que isso, acho que me tornei mais “o todo”e menos eu mesma. Meus desejos, vontades, essência, continuam aqui, sempre em mutação, mas acho que me tornei menos egoísta. Passei a ver as coisas com mais clareza, menos encrenca e mais leveza e doçura. Passei a não ligar para certas coisas e a considerar mais outras. Passei a admirar coisas simples e vivências mais do que coisas. Ser mãe é transformador e muito desafiador. Dosar amor e paciência, tolerância e firmeza, doçura e atenção, ser o outro e também sermos e continuarmos sendo nós.

Celebrando todos estes sentimentos, o mundo da moda me proporcionou estar junto a uma marca, que admiro muito, no lançamento de uma coleção capsula que fala sobre isso, sobre o amor de ser mãe. O Ateliê 2, marca de acessórios em couro, me convidou para estrelar a campanha Tal mãe, tal filha, para o Dia das Mães. Não poderia ser mais especial.

Divido aqui com vocês este alegria e os click sensíveis de Diogo Nunes.

Com amor.

Ju

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COLEÇÃO TAL MÃE, TAL FILHA – ATELIÊ 2

A relação entre mãe e filha constrói-se com base nos laços afetivos firmados desde o ventre. À medida que o tempo passa o amor se consolida em forma de inspirações, exemplos e na referência pessoal que se reflete no dia a dia – e para o resto da vida.

Inspirada nesta ligação tão simbólica, o Ateliê 2 comemora o Dia das Mães com o lançamento da coleção-cápsula “Tal Mãe, Tal Filha”, que traz peças em tamanho adulto e infantil para colorir o inverno de mães e filhas antenadas que se conectam também através da moda.

A divertida coleção é confeccionada em couro legítimo – matéria-prima principal do Ateliê 2 – em tons pastel combinada com ferragens douradas. O resultado são peças que transmitem charme e feminilidade, com opções iguais para mães e filhas. A campanha é estrelada pela Jornalista e Blogueira Juliana Coelho e sua filha Helena, que exalam sintonia, cumplicidade e afetividade nas redes sociais e na vida real.

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A coleção está disponível no site (www.atelie2.com.br), onde o revendedor pode se cadastrar e fazer o seu pedido online, ou através do Showroom, que funciona com hora marcada e atendimento personalizado. Agende uma visita e torne-se um revendedor!

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SOBRE O ATELIÊ 2

Fábrica baiana especializada em bijouterias e acessórios de couro que seguem as tendências do mercado da moda e é adepta ao conceito fast-fashion, criando coleções compactas e lançando novos modelos constantemente. A revenda dos seus produtos é uma alternativa para lojistas e revendedores autônomos, que desejam conquistar a sua independência financeira ou obtenção de uma renda extra. Saiba mais em

Serviço
Showroom Ateliê 2
Av. Lucaia, 295
 Edf. Empresarial Lucaia, Sala 404 
Rio Vermelho, Salvador – BA
www.atelie2.com.br
+ 55 (71) 3037-3407 / 3037-6407

Cheiros e rituais… 

19 de abr de 2017 | Sem categoria | por:

Quando um perfume invade a casa, sua energia vitaliza…

Espalha cor, espalha luz, espalha o canto do aroma com a brisa…

Verte frescor na menina, verte leveza no lugar…

Transforma peso em alegria, limpa, perfuma, faz renovar… 

Em cada cheiro uma intenção, a cada dia uma energia. Pra deixar leve o corpo e flutuar a alma em alegria…

 
Na foto: Rituais de banho, rituais para a casa e rituais para o corpo e a alma da Avatim. 

A vida incrível, o mundo e os homens

06 de abr de 2017 | Crônicas Próposito Vem Viver | por:
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Sim, eu acho a vida incrível. O dom de viver, descobrir coisas… Vejo isso nos olhos dos meus filhos diariamente. Me lembro de cada passo deles, dos sabores na boca, do sentir os cheiros, do conhecer lugares e coisas simples, como ir a praia. Sim, o dom da vida é lindo. Não posso acreditar que viver é algo ruim, fracassado, pesado, terrível. Não, não posso acreditar nisso. Senão, não seria viver, seria sobreviver, seria carregar pesadamente o fardo de estar vivo. Talvez seja fácil pra mim, ao pensar no histórico da minha vida, uma mulher que nasceu numa família de classe média, sempre estudou em escola particular e teve amor. De maneira resumida, a vida foi boa pra mim. Contudo, não consigo olhar as coisas sob a ótica do simplismo. A ótica da superfície. Porque a alma humana padece de dores indiretas, estranhas, inexplicáveis. Não fosse isso, não haveria suicídio entre ricos, ou depressão em famílias tidas como normais. A alma humana padece. Não sei se é uma escolha de cada um, acredito na dificuldade que cada um tem, por isso não dá pra dizer que é uma escolha ser feliz ou não… Pensar nisso e na vida é complicado.

Na minha história familiar enfrentei muitos problemas. Problemas de relação com meus pais, de conexão e entrega com minha mãe, a distancia de meu pai… Mas dentro do meu pequeno mundo problemático (porque, sim, eu entendo que muita gente passa por problemas muito maiores que os meus), eu soube trabalhar minhas faltas e frustrações de maneira positiva. Eu consigo olhar o mundo pelo viés do amor, pelo viés da compaixão e da esperança. Acho que cada um deve trabalhar sua história de vida de forma a não reproduzir os padrões que causaram algum tipo de sofrimento, mesmo que isso pareça difícil. É preciso lutar todos os dias, contra nós mesmos. Afinal, se estes padrões foram os que a gente sempre conheceu, como ser outra coisa senão aquilo? Não é simples, mas é possível. Eu luto todos os dias, todo mundo pode. Contudo, eu escolhi lutar com serenidade, com força e coragem, mas não com dureza. A vida sempre me mostrou que a dureza não era boa companheira. Os duros sempre foram mais cruéis e insensíveis na minha estrada e eu não queria isso pra mim, nem para os meus.


Mas olhar a vida pela ótica positiva não quer dizer tapar os buracos do mundo, os buracos dos homens. Desde que me entendo por gente fui reflexiva, penso no nosso propósito quase que diariamente, e isso mexe. Já me inscrevi nos Médicos Sem Fronteiras (mesmo sendo jornalista) e estou agora no aguardo do programa Missão África. Mas por que, Juliana? Por que você sairia do seu mundinho pra se meter no meio dessa pobreza toda, cheia de doenças e sofrimento. Essa não é sua realidade. Mas me lembro sempre de uma propaganda do MSF que dizia: Mesmo com toda a guerra, sofrimento e dor que um homem possa provocar, somente um ser humano pode salvar outro ser humano… E isso mexe comigo todos os dias. Nos perguntarmos sobre o porque de tudo que há no mundo não nos trará respostas, mas ajudar sim.
Vejo a necessidade imediata de uma pulverização de amor pelo mundo, do enxergar o ser e não o ter. De abrir a cabeça de comandantes, fanáticos pela religião ou pelo poder, para mostrar o que REALMENTE IMPORTA. Bombardeios sem fim na Síria, ataques com armas químicas, guerras e mais guerras… Pelo que? Será que toda luta tem que ser armada? Toda guerra tem que ser na força? Eu, na minha visão utópica do mundo, acho que não. Mas também não acho que será fácil, para outras pessoas, enxergarem isso, dessa forma. Parece conversa de gente paz e amor, mas não é. É um serio pensamento sobre ser gente e enxergar nosso semelhante como sendo gente. É achar que o mundo precisa de uma bomba de amor.


Mas eu tenho esperança… Esperança nas pessoas que lutam por vidas humanas. Esperança no mundo de gente que existe aí tentando salvar crianças em guerras sem sentido algum. Esperança nas pessoas que se unem pra ajudar gente. Porque um ser humano só pode ser salvo (em qualquer instancia que seja) por outro ser humano.

As fotos das ONG. Missão África, que já fez 11 expedições a África, levando voluntários de diversos segmentos para ajudar, jovens, crianças e adultos com risco de morte.

Uns, eram especialistas, médicos e enfermeiros, outros, apenas voluntários que colocavam as crianças para dormir, davam banho, abraçavam e contavam histórias. Um dia também terei uma história dessas pra contar e encher meu coração.

Wanderlust Spirit 

30 de mar de 2017 | Wanderlust | por:
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Um dia o mundo te descobre e você também descobre ele… é difícil explicar, mas é muito fácil sentir. Quando experimentamos novas culturas, lugares e pessoas, fica mais fácil entender porque o mundo chama quem tem espírito livre. Livre de padrões, livre de quadrados, livre de caixas, livre de pensamento. É preciso fechar os olhos e respirar fundo… Mas quando o mundo chama, dificilmente você terá apenas um porto.

Um dia parei. E agora?

29 de mar de 2017 | Sem categoria | por:
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Pensar na vida, fazer planos, saber o que eu quero, ou não quero, ou não sei se quero mais, é uma constante pra mim. Não consigo me ver numa caixa, com rotina fixa (e chata) todos os dias. Sou tao chão, quando penso na minha família, mas sou tao ar, quando penso o que quero conquistar, conhecer, ser, fluir… A vida pra mim é tao, tao incrível que as vezes eu tenho medo. Medo de ficar velha, medo de não fazer tudo, medo de viver mediocremente, medo de não dar tempo. medo. Mas ao mesmo tempo me acho tao corajosa, tao eu. Eu sei exatamente quem eu sou, mesmo que me reconheça nesta capsula louca e metamorfose, de mudança, de descoberta. Acho que sou muitas pessoas, muitas eu. Me tornei jornalista, me tornei radialista, mãe, budista, amante, louca, raiz, saudável, formiga. Me vi justa e boa, apesar dos mil defeitos que carrego.. e isso me fez feliz, isso me faz feliz, isso me faz bem. Saber quem sou.

As vezes é difícil se descobrir
, nem todo mundo olha pra dentro. Conheço muita gente que acorda, trabalha, ri, bebe, come, se diverte, dorme, acorda, trabalha, ri, chora, bebe, come, dorme, acorda, trabalha… e não questiona muito a vida, o que ha por traz disso tudo, o que podemos ser, fazer, sonhar. Que estranho, não questionar, pensar a fundo, ver a vida e seus seres de maneira mais profunda. Me soa estranho, mas nem deve ser tao estranho assim. Talvez a estranha seja eu, será?
Este ano me descobri novamente. Por algum tempo vinha alimentando a vontade de voar pra outros mundos, ver outras pessoas, viver novos lugares, respirar de novo, sorrir, cantar de outro jeito.Afinal, um dia estamos aqui e no outro… Onde estaremos? Então, no meio de uma viagem, parei e de novo olhei pra mim: E agora? Agora eu quero o mundo todo.
Explorar lugares, mares e montanhas. Viver como um passarinho, sem morada que me agarre, sem fixação nas coisas. Quero ver o mundo. Quero meu pequeno mundo vendo o mundo. Quero meus filhos, meu amor, vendo o mundo. Tem gente tao diferente da gente. Que maravilha essa gente diferente. Que maravilha ser novo, engatinhar de novo. Mergulhar nu em um nova realidade, um novo país, uma nova vida.
Me descobri de novo. Me descobri em um novo caso de amor com a vida.

E você. Um dia parou e pensou: E agora?

Beijos de amor…

Ju C.

 
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